mesmo que esse fato não tivesse correspondido exatamente à marcha dosacontecimentos, como na realidade era o caso.Qual, porém, foi a conseqüência dessa indecisão?A grande massa de um povo não se compõe de diplomatas ou só de professores,oficiais de Direito, mesmo de pessoas capazes de ajudar com acerto, e sim decriaturas propensas à dívida e às incertezas. Quando se verifica, em umapropaganda em causa própria, o menor indício de reconhecer um direito à parteoposta, cria-se imediatamente a dúvida quanto ao direito próprio. A massa nãoestá em condições de distinguir onde acaba a injustiça estranha e onde começa asua justiça própria. Ela, num caso como esse, torna-se indecisa e desconfiada,sobretudo quando o adversário não comete a mesma tolice, mas, ao contrário,lança toda e qualquer culpa sobre o inimigo. Nada mais natural, pois que,finalmente, o povo acabe acreditando mais na propaganda inimiga do que naprópria, dada a uniformidade e coerência desta. Esse efeito é, então, inevitávelquando se trata de um povo como o alemão que já por si sofre de tão grandemania de objetivismo, e está sempre preocupado em evitar injustiças ao inimigo,mesmo ante o perigo do seu próprio aniquilamento.A massa não chega a compreender que não é assim que se imaginam essascoisas nos postos de comando.O povo, na sua grande maioria, é de índole feminina tão acentuada, que se deixaguiar, no seu modo de pensar e agir, menos pela reflexão que pelo sentimento.
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